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Saiba como ser mais assertivo utilizando o e-mail marketing

18/08/2019

É verdade que atualmente o papel da internet é inegável na realidade comercial de praticamente todas as empresas. Porém, o modo de trazer os melhores resultados nem sempre ficam tão claro para o empreendedor ou autônomo. Sobretudo quando se trata de e-mail marketing.

Algumas pessoas chegam a ter dúvidas sobre a eficiência desse recurso para os dias atuais. De fato, hoje são muitas as novidades:

  • A dos aplicativos de celular;
  • A dos marketplaces;
  • A da otimização de site (SEO);
  • A do pay-per-click (PPC), etc.

E elas parecem ter dominado totalmente o cenário. Mas é preciso entender que não é bem assim.

O que muita gente ignora é que várias transações operadas em sites de venda ou em landing pages (páginas focadas em captação de leads ou conversão de venda/contato) tiveram seu início em um e-mail.

Certamente, muitas técnicas utilizadas em meados do ano 2000 já não são tão eficientes. Mas o marketing digital ainda conta em grande medida com o recurso do e-mail, e essa automação ainda pode trazer excelentes resultados para uma empresa.

Adiante ficará claro que essa constatação vale para uma marca que trabalha com produtos ou serviços de tecnologia de ponta, como também vale para negócios tradicionais como fretamento de ônibus e outros veículos para eventos ou festas.

A internet é apenas o formato pelo qual o marketing é feito. O conteúdo que será abordado pode ser qualquer um. As melhores estratégias da área e o modo de torná-las viáveis são a matéria deste post.

Antes de tudo: a captação de leads

Obviamente, para disparar e-mail marketing você precisa ter o endereço eletrônico das pessoas que pretende atingir.

Primeiro, é preciso deixar claro que comprar uma lista de leads nem sempre é a melhor opção, pois muitas vezes esse material é disperso e não tem muita proximidade com o público interessado em seu segmento.

Imagine se a empresa trabalha com locação de retroescavadeira e começa a disparar e-mails sem critérios de público, sem delimitar seu público. Neste caso, a probabilidade de atingir o seu verdadeiro nicho de mercado e obter respostas de interessados ficam muito limitadas e pouco objetivas.

Assim, criar a própria lista, embora um pouco mais difícil, é um caminho mais assertivo, pois possibilita personalizar o conteúdo para o seu público e otimiza todo esse processo de captação de novos clientes.

O modo mais clássico de gerar leads é o da LP (Landing Page) que faz call to action, ou seja, que chama o leitor para alguma ação. Essa ação pode ser a de comprar, mas também a de preenchimento de formulário, como no caso da geração de leads.

O ideal é que a LP ofereça algum brinde, geralmente um e-book. Mas também pode ser uma webinar, ou seja, uma palestra ou aula gratuita com data e hora marcada. Para desfrutar deste ou daquele brinde, o visitante informa seus dados para contato e, automaticamente, entra na lista de interessados em receber o e-mail marketing.

Conhecer o segmento a fundo é primordial. Pode parecer que essas estratégias não funcionam, por exemplo, para quem quer oferecer o serviço de estamparia digital em tecidos .

Entretanto, se alguém fizesse um vídeo explicando algumas técnicas novas, ou escrevesse uma apostila com um material para quem está iniciando esse tipo de trabalho, certamente atrairia o público desejado, geraria muitos leads e abriria portas para futuros e-mails serem disparados.

Como usar as informações sobre o lead?

Após a captação, é o momento de planejar o conteúdo para o primeiro contato com o potencial cliente.

Como é sabido, quando recebemos um e-mail com nosso nome no título ou no cabeçalho, isso tende a chamar nossa atenção. Fica-nos claro tratar-se de alguma marca ou empresa com quem já tivemos alguma relação, e não apenas um spam qualquer.

Eis aqui a primeira vantagem de ter gerado seu próprio banco de leads: você sabe com quem está fazendo contato.

A segunda grande vantagem: você conhece o perfil de compra/interesse da pessoa que preencheu o formulário nas LPs do seu site ou blog.

De fato, direcionar promoções de produtos ou serviços que você sabe que atraem o seu cliente, ainda que sejam disparos semanais, quinzenais ou mesmo mensais, é muito mais eficiente do que disparar um e-mail por dia com um portfólio sem sentido para ele.

Além do nome e perfil, outra estratégia é utilizar informações sobre a região da casa do cliente. “Para você que mora em X” ou “Você que está perto de Y” são gatilhos que podem chamar muita atenção e converter bem.

Suponhamos que uma empresa trabalha com Reforma de Fachada Predial , e começa a disparar e-mails, em que o remetente não distingue a localização do destinatário. Isso pode gerar a situação de um possível cliente entrar em contato interessado neste serviço, mas a empresa não atender em sua região. Essa situação é ruim para ambos os lados, pois o cliente não terá o serviço desejado e a empresa demonstrará amadorismo na forma de se relacionar e se divulgar.

Outro cuidado é o de achar que basta saber o nome do lead e usar uma ou outra frase informal. Para criar um bom relacionamento e atrair o interesse deste cliente, é necessário muita criatividade.

Por isso, se no corpo do e-mail não houver mais alguma interação inteligente (como o uso interativo baseado no endereço, ou no perfil de compra, etc.), o leitor pode acabar ficando apático com o tempo. Se isso acontecer, a vantagem de saber o nome dele perderá o efeito.

3 questões técnicas imprescindíveis

Gerar seus próprios leads e saber lidar com o histórico e perfil de compra desses contatos é a espinha dorsal do assunto.

O restante são “detalhes” que dizem respeito a aspectos formais, técnicos ou mesmo aos detalhes a respeito de cada promoção ou campanha que a empresa deseja fazer.

Esses detalhes, no entanto, podem ser decisivos.

1) O tamanho do título e da mensagem

O primeiro deles diz respeito ao tamanho do conteúdo.

Isso começa pelo título. Obviamente que um título bem feito é, em si mesmo, uma estratégia. Mas o que importa dizer agora é isto: os próprios gerenciadores de e-mail costumam dispor de até 60 caracteres para esse campo, então é recomendável deixá-lo entre 25 e 35 caracteres.

Se o serviço ou produto que está sendo vendido já exige essa quantidade de caracteres no seu próprio nome, como Laudo Cautelar Veicular , o indicado é que ele não apareça no título.

Pode parecer contraditório, mas, de novo, é importante muita criatividade.

Esse laudo cautelar existe para atestar que carros usados estão em boas condições mecânicas ou em termos de documentação.

Ora, essa é uma das principais preocupações de quem comprará um carro usado. Então se o seu futuro cliente é a pessoa ou concessionária que quer vender um automóvel nessas condições, explore as vantagens que ela pode ter se emitir um laudo cautelar.

Um exemplo: “Venda rápida de carros usados!”.

Contando a exclamação e os espaços, somam-se 30 caracteres. Certamente, haverá um maior número de cliques e, mesmo as que não pensavam no laudo, talvez desenvolvam o interesse por ele ao entenderem suas vantagens.

O conteúdo do e-mail, naturalmente, segue a mesma lógica: menos é mais!

Ainda no universo dos automóveis: uma vez aplicada a regra do título, no caso de uma oficina mecanica completa , por exemplo, o ideal do conteúdo da mensagem de uma promoção é que ela não ultrapasse os 300-350 caracteres.

2) O horário do disparo

Um vício muito comum é disparar e-mails no horário comercial.

Isso pode ocorrer por ser o horário de expediente da empresa, mas sabe-se que não é o melhor horário do dia.

Ao se locomover para trabalhar, aproximadamente entre 08h e 09h, o lead/cliente terá mais tempo “livre” para acessar o e-mail. O mesmo acontece para o horário do almoço. Esses são os chamados horários extracomerciais, bastante estratégico para disparo de e-mail marketing.

O melhor de todos os períodos é o noturno, após as 20h. Isso vale especialmente para produtos/serviços que não são necessariamente comerciais.

Se a empresa lida com caçamba de entulho , por exemplo, o seu cliente é a pessoa jurídica, mas também a pessoa física que fará uma reforma um pouco maior em casa.

Neste caso, o disparo em horário extracomercial é a melhor opção.

3) E a responsividade da página?

Finalmente, de nada adianta captar leads bons, gerar bons conteúdos e planejar estratégias de disparo (como a contratação de um software para automatizar esta parte), se quando o leitor abre a mensagem ela não se adapta ao dispositivo que ele está utilizando naquele momento.

Um site que não abre direito na tela torna a navegação cansativa e faz o leitor sair da página. O que o torna adequado é o fato de ser responsivo. Essa regra é valiosa especialmente por já termos tratado sobre a importância do horário.

Ou seja, há de se convir que se o leitor/lead/cliente está a caminho do trabalho, ou se é tarde da noite e ele já está recolhido em seu dormitório, é bem provável que esteja navegando via celular ou tablet.

Geralmente, o dispositivo mobile pede adaptações como:

  • Alteração no layout geral;
  • Mapa do site e menu enxuto;
  • Alteração de algumas imagens;
  • Formatação de texto/links, etc.

Assim, investir na programação que torna suas páginas responsivas, mais que uma dica, é já um dever de ofício.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento , onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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